Com a consolidação do trabalho remoto e híbrido no Brasil, a forma como os brasileiros se alimentam durante a jornada de trabalho também passou por mudanças. O home office alterou não apenas a rotina profissional, mas também os hábitos à mesa, impulsionando novas formas de consumo de refeições.
Após o período inicial da pandemia, quando muitas pessoas passaram a cozinhar mais em casa, essa prática perdeu força no dia a dia. Com a rotina retomando um ritmo mais intenso, muitos trabalhadores passaram a optar por alternativas mais práticas, como pedir delivery ou sair para comer fora.
Os aplicativos de entrega, inclusive, registraram crescimento na quantidade de pedidos. Além disso, aumentou a frequência de pedidos por cliente, indicando que o delivery se consolidou como parte da rotina alimentar de quem trabalha de casa.
Outro efeito do home office foi a mudança no tipo de alimento consumido. Itens como açaí, cafés e outras bebidas ganharam espaço nos pedidos, já que antes eram consumidos principalmente no caminho para o trabalho ou em cafeterias próximas aos escritórios. Com o trabalho remoto, esse consumo foi transferido para dentro de casa.
A geografia do consumo também mudou. Antes concentradas em regiões com grande número de escritórios e empresas, as refeições durante a semana passaram a ocorrer com mais frequência em áreas residenciais. Com isso, restaurantes de bairro e estabelecimentos próximos às casas dos consumidores passaram a registrar maior movimento.
Entre as opções mais procuradas estão os restaurantes de self-service, conhecidos pela rapidez e variedade de pratos, além de um custo-benefício mais acessível. As marmitas também ganharam destaque, sendo vistas como uma alternativa prática e com perfil de comida caseira.
Outro comportamento que se intensificou foi o consumo de snacks ao longo do dia. Como o trabalho em casa permite pausas mais frequentes, muitas pessoas passaram a “beliscar” entre reuniões ou tarefas, recorrendo a opções rápidas como biscoitos, frutas, chocolates ou salgados.